A caracterização do recurso eólico nacional continua incompleta, o que limita a estruturação de projectos bancáveis fora de zonas pontuais do litoral sul.
Contexto
A discussão pública sobre esta matéria tende a oscilar entre o optimismo institucional e o pessimismo de bancada. Nenhuma das posições resiste ao contacto com os números.
No caso concreto de Eólico angolano: onde estão os recursos aproveitáveis, a matéria insere-se na cobertura de Energias Renováveis e deve ser lida à luz das restrições estruturais que caracterizam o mercado angolano: custo de capital, capacidade logística, disponibilidade de divisas e profundidade do tecido de fornecedores nacionais.
Pontos-chave
- Ausência de séries de vento longas eleva o prémio de risco
- Campanhas de medição são investimento pré-competitivo do Estado
- Complementaridade com solar melhora o perfil de produção
Leitura de mercado
Para o sector privado nacional, a questão prática é de acesso: acesso a contratos, a financiamento e a informação. Resolver dois destes três não chega.
A previsibilidade regulatória é o incentivo mais barato que um Estado pode oferecer.
Consultor de energia
O que esperar
Recomenda-se prudência na leitura de anúncios: entre o memorando de entendimento e o primeiro barril produzido vai uma distância que se mede em anos e em milhares de milhões.
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